O acesso a água é um direito e necessita ser amplamente garantido, visto que a falta deste recurso para consumo humano é a principal causa da baixa qualidade de vida no meio rural, principalmente nas zonas áridas e semiáridas, que correspondem a 55% das terras em todo mundo e a 13% do território brasileiro (SILVA et al., 1993).
Ampliar o acesso à água para os povos do campo, principalmente para as famílias chefiadas por mulheres, sempre esteve presente nas ações do Instituto Antônio Conselheiro (IAC). Fortalecer este trabalho é uma ação de justiça social e ambiental na busca de um mundo onde as mulheres e suas famílias possam desfrutar e exercer o seu direito à água, à comida e um ambiente limpo, saudável e seguro.
O Instituto Antônio Conselheiro (IAC) está realizando a implementação de 617 cisternas de 16 mil litros para 617 famílias de comunidades rurais dos municípios de Quixeramobim, Quixadá, Choró, Madalena, Mombaça, Pacajus, Banabuiú e Morada Nova no Ceará. A ação é executada com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA).
Ricardo Vasconcelos, coordenador de projetos do IAC, ressalta, "o programa de cisternas faz parte da nossa linha estratégica institucional que é a convivência com o Semiárido, nosso trabalho também é pautado na necessidade básica das famílias que é a água de consumo, então quando realizamos a implantação das cisternas, estamos dando condições às famílias do campo de terem acesso contínuo a uma água de qualidade”.